sábado, 20 de março de 2010


 
NOSSO OLHAR          
 
Dos olhos meus quando a luz,
Dirigindo aos teus a luzir se põem,
Entre nossos envolventes corações
Grandiosos nesta harmonia preluz,
 
Calor que ambos os sentindo a flertar
Sensações divinas a nos cadenciar
Sinto humilhado ao fazer imaginar
Luz que te busca ao eu estontear.
 
Mas suporto ao teu olhar que me castiga;
Vinho!Ainda me sendo amoroso judia!
Sem o absorver me embriagas, instigas!
 
Sirva-me Deus deste amor sempre puro
Que a ti honrando em bênçãos nos dê
Ao feliz que sejamos no agora e futuro
 
Barrinha, 12 janeiro 2010 – 11;07
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Caso Disser...
 
Caso disser que estás nos dias floridos de tua vida,
Por certo me darás então ao ouvir devida atenção.
Ninguém se submete pelas intervenções querida
Quando o fruto aguado contém, dissabores, ilusão!
 
Consternada se há de notar numa dor que refletida,
Da idade em que passou se satisfeito ao coração;
Caso disser que estás nos dias floridos de tua vida,
Por certo me darás então ao ouvir devida atenção.
 
Quando na flor da idade é-lhe a frase transmitida,
Rasga-lhe o pensamento de ir do jardim ao botão;
Quando meramente terás da rosa em que caída,
Aos dedos sobrando no desfalecimento o pendão!
Caso disser que estás nos dias floridos de tua vida.
 
Barrinha,12 de janeiro de 2010 – 16;00
 
Contato
  
Se Um Dia...

Se determinasse há um dia, marcaria uma data
Juntos estariam na felicidade a conduzir,
Mas por favor, por este amor belo relata
O que é amar-te e poderem só, meus olhos te seguir!

Se algum dia a felicidade bailando ao salão que fraternos
Por ti amada musa que ao afeto sempre fertiliza
São sonhos que realizam permitindo-nos eternos
São eternos nesta vida que contigo sou grato ao deslize.

Se um dia, aos sonhos rompendo sentir tua, a aura;
Bendirei a terra onde vivemos e também sonhamos
Sobre a paz, num amor que brilhante e puro instaura.

Restabelecidos a um viver dar-te-ei auréola;
Sem data marcada vivermos, se do amor escassear
Ainda que mortal eternizar lapidada pérola.

Barrinha 12 de janeiro de 2010 – 17; 33

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antonioisraelbruno@gmail.com
Cálida Flor

Do entusiasmo a ardente e bela flor,
Aos meus lábios que a procura incessante
Perduram na mente indo ao teu esplendor
Resplandecências as pétalas exuberantes.

Se apaixonado por ti deusa inspiradora,
Paixão intensa e glórias que te consente
Diva que ao mundo dá-se grandemente
Febricitante divina ao peito abrasadora.

Na tua sensibilidade que aquecendo vai,
Ao calor que sentido esmaga corações
De uma pétala rompe que a seduzir extrai.

Na face avermelha da modéstia compreender,
Na grandeza da paixão sofre a razão das razões,
Amor em efêmero, apaixonada chama a arder!

Barrinha, 12 de janeiro de 2010- 23; 20
Contato
SEMPRE POR TI POETISA...
Abraçando ao vento que condoído frisa
Saltando nas estrelas meu mundo fitou
Sentir quando a brisa nas faces realiza
Rósea cor do rosto em corada se mostrou.


E brotam na minha mente ensejos a poetisa
Preservo esta escrita toda dirigida a ela
Ainda que ao mundo apenas poetisa a mim ,belo
Sentir nos teus poemas o quanto profetisas.

Em meus sentimentos amaros ora loucos
Se loucos os sonhos desfeitos aparentam
Amantes do poema, quando muito; poucos!

E a poetisa que esconde por trás do nome
Na sua paixão que amável a surpreende; a vida,
Segue constrangida e o mundo lhe consome.


Barrinha, 13 de janeiro de 2010 -18; 00
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antonioisraelbruno@gmail.com
TORTURAS DE MULHER
 
Meus olhos que ardendo por ti 
Que cismam a notarem o teu ser
Tristezas trazendo, fazem sentir
Quando rubra a cair tua máscara ver.
 
E tu que vaidosa de passos esbeltos
Andar desfilando por onde tu passas,
Serenos e airosos, movimentos seletos
Invade o olhar teu corpo aos seus passos.
 
E meu olhar que busca ao horizonte,
Tua imagem a zelar e a sonhos tantos
Embriagas na tua fonte e sinto-me delirar!
 
E dos meus desejos juvenis me vens aguçar
Ter-te a meus braços ensejos, me sinto olvidar,
O travesseiro aos beijos horrorizado ao despertar,
 
Barrinha, 27 de fevereiro de 2010 -12; 08
 
antonioisraelbruno@gmail.com
Tristeza

Da mágoa sentido, no fundo do baú busquei
Das páginas amarelas quase esquecidas
Irradiando amor que na paixão, louco sonhei
Sôfrega e chorosa amada, luz da minha vida.

O tempo é ingrato e não perdoa
A vida passa e sem com que percebamos
Acabrunha-nos e nos leva a loucura
Quando nos sacode e acordamos...

Passa um dia e outro dia passa,
Pelos vizinhos irmãos e filhos olhamos
Pensando no amanhã; eu a mim faço!
Quando tudo passa e nos deixamos.

As regras da vida é um constante
Que a poucos é descoberta e coberta
Deixando ao triste e acabrunhado, triunfante
Deixando ao sábio e feliz a tristeza por alerta!

Mas quanto mais triste nos encontrou...
Mais vontade dá-nos de escrever para desabafar...
Se dissermos... que ouvido não nos  estão dando,
A mágoa é um relance as dores a nos maltratar.

Caminhada lenta, mas que espinhos encontrados
No calcanhar perfura o calçado o espinho a entrar;
E nos deixando inertes com lágrimas a ser derramadas
Da revolta virá na dor as tristezas dissipar.

E sem que possamos entender a vida,
A tristeza irmã da dor e mágoa... iludem!
Tem cada qual a sua gaveta repartida
Que não se misturam: mas nos confundem!

Barrinha, 19/05/08 - 12; 00
Antonio Israel Bruno
Contato
antonioisbruno@hotmail.com
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