sexta-feira, 2 de abril de 2010

POR ONDE IR

POR ONDE IR

Por aonde ir minha querida, por aonde irdes
Teus passos trilhando, seguindo te vou,
Talvez nem me notes, quem a sentirdes notou,
Coração que sofre, olhos nota tomou; a rirdes!

E cá impaciente ao campanário os ouvidos escutou,
Sigo-te em silencio sem a despertar e não sentirdes.
Não será meu prazer o martírio, teu, caso ouvirdes;
Alucinações, sentimentos te venha carpirdes, calou!

Quer seja por aonde ir, irá também o coração humilde
Mergulhado as dores no dilema de como o despedaçou,
Envaidecido ao silencio que sofredor, sempre coincide!

Meu prazer, ser por ti notado, a notá-la sempre estou!
Um amor doentio ao ponto extremo chegou, ao cabide
Da morte, por onde fordes estará este ser e este amor!

Barrinha 02 de abril de 2010  - 13;10

segunda-feira, 29 de março de 2010

PÉS NO CHÃO

Pés no chão.

Presunçoso e altivo na paixão que me comoves
Faz-se deusa que aos meus versos fascinantes,
Nas dores deste amor ardente se me promoves
Passos serenando em direção a braço triunfante!

Amor sendo o maior de todo o mundo, na obra
Assemelhando a dores da alma, sentir é seu dom.
Amar-te deusa, minha sede de afetos riqueza sobra,
Harmoniza sentimento extravasando vivo amor, apogeu!

Pé no chão, sentir do corpo o peso do peso o aspecto...
Aparência que abrilhanta entusiasmadamente a deusa
Dedicação em sonhos amarga à dor ausente do teu afeto.

Carência me causa quando apunhala pela saudade
Tornando nostálgico o viver, ainda que na vida seja beleza.
Pés no chão velando ansioso e terno, deusa da felicidade!

Barrinha 29 de março de 2010 – 19; 37









domingo, 28 de março de 2010

DOR DA TRAIÇÃO

–––––––
Dor da Traição

Tal qual madeira que racha soltando lascas;
É a paixão se cega, vindo ao abandono notar
Diferença apenas; uma solta e outra atracam,
Na certeza e confiante ao sentimento acertar.

O amor e seu segredo o domínio não sabemos
Indomável torna o ser quando se sente traído
Dor sabida dentre todas as pior que percebemos
Por cinco moedas num beijo, Cristo fora vendido!

 Dor da traição tal amargura muito expressado;
Sofrem ambos os sexos nada tem a disfarçar,
A saber, é o último, já sentindo um condenado.

Condenação impiedosa ao justo por um pecador;
Que por isto juiz ao céu ele nunca vai entrar;
Saber que da traição nunca vai acalmar a dor.

Barrinha, 27 de março de 2010 – 14; 15

antonioisraelbruno@gmail.com


quarta-feira, 24 de março de 2010

O PECADO NOS ATRAI O PROIBIDO NOS FASCINA



O pecado nos atrai o proibido nos fascina!

O amor que nos eleva e aos sentimentos enlouquece;
O encantamento nos atormenta em lástimas atraídas;
O pecado é horroroso, porém delicioso torna prece;
Se sofredor, porém nos concede, e nunca convencidos!

Sedução que nos consome e ato relevante se bravio,
Ao Ser sentir-se realizar entre, prazeres e loucuras.
Ainda que tudo faça encontra um interno todo vazio
Sentimento que nos fere a alma cega-nos a bravura.

Ao pecado em constante observado as obscenidades,
Cresce a cada momento parece que uma brincadeira,
Ainda que brincar é prazeroso; Proibido é ansiedade!

Deusas, beldades, olhos fascinados coroas de sangue
Amantes que fazem dos seus escravos e enfeitiçados
Pecadores matando a forme, fome matando-o exangue!

Barrinha, 24 de março de 2010 15; 20

segunda-feira, 22 de março de 2010

PRANTOS DERRAMADOS PELO AMOR

Prantos Derramados Pelo Amor...

Num recanto te percebo ora tristonho
Deixando paixões te corromperem a vida
Sabendo que o viver a vida é um sonho
Ao que a eficiência leva a ser vivida.

Adormecido entre os rosais distintos
Conduta que pressinto ao coração serenado
Sombrios, loucos, doentes e famintos;
Amantes num amor lascivo e apaixonado.

A musa, que atenua aos atos libidinosos,
Acorrenta o sentimento, presa faz do seu amado
Sente nostálgico aos momentos impiedosos.

Recanto que ora vê-se adormecido e sonhado
Sonhador que desfalece aos desejos afetuosos
À deusa, por amáveis e suaves prantos derramados.

Barrinha 22; 42 22 de março de 2010


  


domingo, 21 de março de 2010

Cuida de Mim.

Cuida de Mim.

Ainda se parecendo ingênuo quando não o sou,
Peço-te a fineza minha flor não me venha deixar
Cego não caminha e o sou por teu amor
A paixão transforma um ser ao coração disciplinar!

Sinto no meu canto um desvestido acobertado,
Cigano que mãos não lêem da visão se lhe faltou;
Se tuas vista hoje enxerga mais minha fada;
Do meu o que tinha meu amor lhe entregou!

Se um garoto lhe parece este que te ama,
Não maltrates este coração, muito de ti espera;
O homem e másculo ao levar a sua dama.

Sonhador me faz em senti-la deleitar,
Amada que ti sinto, sonhada que me inflama;
Venha deitar, cuida de mim em nossa cama.

Barrinha, 21 de março de 2010 - 13; 31




sábado, 20 de março de 2010

Por Uma Lágrima Derramada

Por Uma Lágrima Derramada!

Ainda que ousado e melancólico procedesse,
A lágrima que escorre quando adeus é dado;
Se quisesse ver e impedido não percebesse
Pela lagrima a caminhos diferentes tomado.

Mas a vida que nos domina por empecilhos
Martiriza-nos a alma que sofrer o corpo vai
Sem notar o choro turvara dos olhos o brilho
Provocando na dor quando a lágrima se cai.

Veneno do sentimento, ilusão da despedida;
Juras que procedo eu nunca mais te quero;
Sábio coração sente pelo aumento das batidas.

Os momentos seguem e seguimos nesta estrada
Em que a vaidade cega não nos deixa retornar;
Vida deixa de ser vivida na lagrima derramada!

Barrinha; 20 de março de 2010 -20; 46